Ao se deparar com esse álbum,
de início você tem dois
sentimentos: surpresa e desconfiança.
Um álbum nacional que conta com
as participações de Bruce
Dickinson, Michael Kiske, Matt Sinner,
Ralf Sheepers, Kiko Loureiro entre outros,
apesar de todos serem grandes nomes
na música internacional, fica
o receio de que seria possível
fazer um CD com tantos grandes nomes,
manter a qualidade e não perder
o foco de ser o álbum de uma
banda nacional?
E Tribuzy mostrou que isso não
é somente possível, como
também pode resultar em um trabalho
excepcional. Mas, sem sombra de dúvidas,
o grande mérito vai para Renato
Tribuzy ex-vocalista da banda Thoten,
que por causa desse trabalho já
havia sido consagrado como uma das promessas
do rock nacional. Além de ser
o responsável por esse projeto,
ele também é responsável
por todas as músicas (com exceção
da "Nature Of Evil", cover
da banda alemã Sinner) e consegue
manter seu excelente vocal em destaque
mesmo com tantos outros grandes nomes
no álbum.
A
produção, a cargo do próprio
Tribuzy e de Dennis Ward, vale também
ser destacada pelo incrível equilíbrio
de qualidade existente em todas as músicas,
fazendo com que nenhuma desmereça
a outra.
O
álbum já abre em ritmo
alucinante com a faixa título,
mostrando a diversificação
do álbum que vai em alguns momentos
do heavy metal, ao progressivo e com
muitas levadas para o thrash.
"Forgotten Time" e "Divine
Disgrace" são músicas
que acabam seguindo uma linha mais tradicional
do metal, sendo a segunda com um começo
lento, porém muito pesado.
Michael Kiske e Roland Grapow participam
de "Absolution", uma faixa
que com um ritmo que lembra muito em
alguns momentos o ritmo baiano, mostra
um incrível dueto de Kiske e
Tribuzy. "Web Of Life" é
uma das melhores faixas deste álbum,
mostrando um som rápido e contagiante
e que consegue mostrar todas as qualidades
de Tribuzy como vocalista.
O grande destaque do álbum, obviamente,
é a participação
de Bruce Dickinson em "Beast In
The Light". Além de uma
letra memorável, é incrível
ver a versatilidade dos dois que conseguem
se balancear fazendo com que os dois
vocalistas tenham a mesma importância
e peso na música.
Sinceramente,
um dos melhores trabalhos nacionais
lançados em 2005. A única
coisa agora é poder escutar o
som da banda ao vivo sem as participações
especiais e ver se a mesma consegue
manter esta qualidade. Nossas apostas
vão para que SIM.