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PAPO DE GORDO
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papodegordo@gmail.com
Matéria publicada em: 17/03/2008

REVIEW SHOW IRON MAIDEN- 04/03/2008

Show do Iron Maiden = Maravilhoso, Grandioso, Insubstituível!
Essa nossa vida de pessoas Rock'n'Roll é bem meia boca, né?

(simulação de conversa)

- Hey Tamanini!!
- Fala Oitenta.
- O que vais fazer hoje??
- Hoje? Ah ... não sei. Hoje é terça, né?
- Sim... terça feira.
- Ah... Acho que vou ali ver o Show do Iron Maiden. Vamo??
- Boraaaaa.

Nessa vida de Rock’n’Roll às vezes nos deparamos com shows bons, outros fantásticos e por fim, aqueles inacreditáveis que nos deixam roucos de tanto cantar e com a sensação de um dinheiro muito bem investido. E a melhor banda de Heavy Metal do mundo com certeza conseguiu se enquadrar nessa última categoria. Cada tostão gasto, faltas ao trabalho e a exaustão pós-show valeram a pena. Basta lembrar que deste mundo vamos levar nada mais que nossas memórias. Afinal, tem coisa mais importante que dar gargalhadas sozinho apenas por lembrar de um show do Iron Maiden, por exemplo?

Vamos contar um pouco de como foi nossa experiência de assistir o show do Iron Maiden, que aconteceu no ultimo dia 04 de março na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, Paraná.

Nossa viagem começou cedo, afinal a saída de Blumenau/SC era prevista para as 09:00.

Com um pouco de atraso rumamos para Curitiba com o ônibus nº1, dos 5 que compunham a excursão do Makila.

Com certeza, foi o mais animado, pois contava com a presença desses dois simpáticos gordinhos que vos falam, acompanhados do irmão de nosso amigo Makila, Jackson, vulgo Makilinha, sendo que os 3 eram os (ir)responsáveis pelo mesmo.

Muitas cervejas, alegria e músicas Iron-maideanas nos ajudaram a manter a empolgação para o grande evento por vir.

Para não dizer que só acontece com o Makila, conseguimos esquecer duas pessoas na parada para o almoço.

Declaramos como culpado o “Makilinha”, afinal ele fez a chamada.

Mas tudo bem, no fim foi só dar a volta com o ônibus e buscar as pessoas apavoradas esquecidas.

Por volta das 17:00 chegamos na pedreira. Com certeza uma escolha muito acertada. Local amplo, aberto, tradicional e com uma ótima acústica (ou os caras do som foram muito bons). A fila para entrar estava gigante, mas devido ao nosso fator “colunistas que conhecem muitas pessoas e tem muitos amigos” conseguimos entrar rapidinho. (ou seja, furamos a fila. desculpem-nos).

Após abastecer o bucho com a janta, um belíssimo cachorro quente e pegar umas cervejas* (*na verdade cerveja não tinha, só tinha Sol e Sol não é cerveja, mas tudo bem), posicionamos-nos para o show e às 20:00 entra a Lauren Harris, que para quem não sabe é filha do baixista Steve Harris.

Só assim mesmo para uma banda de um nível tão inferior abrir para o Iron Maiden. Sim... Nepotismo metálico. Não que tecnicamente fossem ruins, mas tocaram um Hard Rock farofa sem sal nenhum. E olha que gostamos de Hard Rock. A única coisa boa do show foi a Lauren, não pelo vocal, mas porque era gostosa. E só! Esperamos que o Steve acorde e mande ela se virar por conta própria de agora em diante e de oportunidade para outras bandas abrirem. A coisa boa é que foi um show bem curto, com apenas uns 30 minutos de duração.

E então as luzes se apagam e a galera começa a vibrar.

A banda entrou com toda a vontade e podemos ver um Iron Maiden entrosado e alegre.

O set list foi exatamente o mesmo que a banda efetuou em São Paulo e que vem fazendo em várias partes do mundo, com pequenas diferenças nas ordens das músicas.

O tema de abertura começa a tocar e temos o famoso discurso de Wisnton Churchill e como todos já sabiam, começa a primeira música, a clássica, "Aces High". A platéia é tomada por uma inacreditável onda de satisfação e aquele sentimento de “Eu consegui! Enfim, chegou a hora!”. Então é iniciada a Grande Celebração. De fundo vemos um palco gigante com uma alusão ao cenário do disco Powerslave com diversas características egípcias.

Na seqüência tivemos "2 Minutes to Midnight" que só conseguiu fazer com que o público ficasse mais empolgado ainda e cantasse cada vez mais alto as clássicas músicas. Na "Revelations" houve alguns problemas na guitarra no solo de Janick Gers, mas nada que complicasse a apresentação. Em seguida a mudança do fundo para um Eddie com uma bandeira e a "The Trooper" é iniciada. Nessa música temos a primeira troca do figurino de Bruce, aonde o mesmo coloca um casaco inglês e levanta uma bandeira de guerra.

Nesse momento a resposta do publico já era máxima. Todos os refrões e a maioria das letras eram acompanhadas com toda a potência dos pulmões. O melhor de tudo... Era apenas o começo!

Os clássicos continuaram com "Wasted Years" e em seguida é executada nos alto-falantes a abertura da música mais conhecida da banda, "The Number of The Beast", que acompanhada pelo público presente, contagiou até quem não era tão fã assim. "Can I play with Madness" veio em seguida e depois a música com 13 minutos de duração, "Rime of The Ancient Mariner", no qual novamente Bruce coloca um novo figuro em ação. O que poderia ser um momento menos intenso do show se transformou num ponto essencial para o mesmo, onde ficou claro o motivo do Iron Maiden ser o que é. Musicalidade, técnica e fôlego reunidos em harmonia na longa e bela Rime. Em "Powerslave" vemos novamente Bruce em ação, mas desta vez com uma máscara, que era utilizada na turnê original.

Em "Heaven Can Wait", vemos todo o carisma da banda quando o público começa a cantar o refrão em conjunto. Com "Fear of The Dark" vemos Curitiba inteira literalmente se render à banda, cantando o já tradicional ÔÔÔÔÔÔ no começo da música e ainda temos a oportunidade de ver Bruce subindo nas grades ao lado do palco. Para o fim do Set List normal, tivemos a oportunidade de assistir a um Eddie gigante invadindo o palco durante a música "Iron Maiden", com uma pistola laser e um figurino da capa do Somewhere in Time.

A banda sai do palco e obviamente começam os gristos para o BIS e claro que a banda retorna, a tempo de tocar seus últimos três clássicos da noite: "Moonchild", "Clairvoyant" e a música que fez muito Headbanger marmanjo quase chorar*, "Hallowed be Thy Name". (*nota pessoal do Oitenta: Quase?? Eu chorei igual uma menininha!).

Ouve-se dizer que faltou essa ou aquela música, mas pensem bem... Para que um show do Maiden seja completo precisamos de umas 3 semanas com shows diários de pelo menos 6 horas cada um. E não importa que o Bruce se atrapalhe na letra de "The Number of The Beast" ou se a guitarra de Janick Gers falhou por uns instantes.

O show foi perfeito e inesquecível. Com duas horas de show, a banda pôde sair do palco com o sentimento de uma missão mais do que cumprida. E novamente o Brasil se rende ao talento e mágica que é o Iron maiden. Hell Yeeaaaaahhh !!

Grande abraço a todos em especial a galera do ônibus nº1 por ter nos aturado, ao Makilinha por ser um bom bebum, ao Clóvis pela caneta e a todos os malucos que perdem tempo e lêem esta maravilhosa coluna. Até a próxima!

SETLIST (Curitiba/PR – 04/03/2008):

Aces High
2 Minutes to Midnight
Revelations
The Trooper
Wasted Years
Number of the Beast
Can I Play with Madness?
Rime of the Ancient Mariner
Poweslave
Heaven can Wait
Run to the Hills
Fear of the Dark
Iron Maiden

Bis:
Moonchild
Clairvoyant
Hallowed be Thy Name

Grande Abraço a todos.
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