ELTON JOHN E JAMES TAYLOR | Makila Crowley

ELTON JOHN E JAMES TAYLOR • 31/03/2017

ELTON JOHN & JAMES TAYLOR . 31/03/2017 . Pecreira Paulo Leminski . Curitiba/PR
Texto: Jonathan Rodrigues Ev
Fotos: Makila Crowley

 

            Sexta-feira, 31 de março, foi o dia onde teve início a turnê conjunta entre Elton John e James Taylor pelo Brasil, em Curitiba, na Pedreira Paulo Leminski. Uma noite grandiosa, cujo público que compareceu conferiu duas figuras em grande forma.

            Uma proposta interessantíssima, visto que os dois não estão fazendo essa turnê conjunta mundo afora, sendo exclusividade das plateias sul-americanas. Ambos realizaram shows completos, o que significa que, de certa forma, o público pagou valores que normalmente seriam cobrados para uma atração desse nível, tendo a vantagem de ver dois artistas, ainda por cima inéditos na capital paranaense.

            A apresentação do James Taylor estava marcada para as 20h. Ao contrário do que normalmente ocorre em shows grandes, não havia filas enormes para entrar durante a tarde. Por exemplo, quem chegou depois das 18h na pista premium ainda conseguiu um lugar bem próximo ao palco. A Pedreira encheu um pouco mais mesmo perto das 20h, inclusive muitas pessoas chegaram enquanto o James Taylor já estava tocando.

            Isso se deve principalmente pelo perfil da maior parte da plateia: pessoas mais velhas (muitos cabelos brancos), muitos pais levando filhos mais novos também, sem predomínio de “molecada”. Um público mais light, possivelmente sem acampamentos em filas e afins. Até a configuração de Pedreira estava diferente, com dois camarotes, um em cada lado do palco, sendo que em shows anteriores havia apenas um.

            O tempo estava nublado, temperatura amena, tipicamente curitibana, até que próximo das 20h começou a cair uma garoa, que por uns instantes ficou mais forte, fazendo algumas pessoas colocarem capas de chuva. Felizmente, pouco antes dos shows começarem, a chuva parou, permanecendo “seco” até o final do evento.

            Antes das atrações, ecoavam nos P.A.s sons bem variados, desde instrumentais mais jazzísticos, passando por sons de George Harrison e Eagles, até algumas típicas “músicas de elevador”. Com tudo pronto, câmeras a postos, e adiantado seis minutos, as luzes se apagam, com James Taylor adentrando o palco, segurando um caderninho. Seguido dele, os membros de sua banda de apoio, que entram aos poucos, esta sabiamente intitulada “All-Star Band”, composta por nada menos que onze músicos excepcionais.

            Eis que James senta num banquinho, e acompanhado apenas pelo violonista, iniciaram os trabalhos da noite com “Wandering”, que lentamente vai crescendo conforme os outros músicos entram, tendo ali, de forma marcante, acordeon, teclado, percussão, e três backing vocals poderosíssimos, criando um folk “turbinado”. Ao encerrarem, a sensação que ficou era algo do tipo “caramba, isso é só o começo! Como a voz dele está bem preservada! E poxa, ele não veio para brincadeira, que banda é essa!”.

            Interlúdios à parte, quem prestou atenção viu que o dedo médio da mão esquerda de James estava enfaixado. Na sequência, ele abre seu caderno, e começa a ler, para se comunicar em português com a galera, falando, cheio de sotaque é claro, um “bem vindo ao Brasil, eu sou James Taylor”, gerando risos, seguindo, num tom quase sério, falando que estava muito feliz de voltar ao Brasil, mas que lamentava em dizer que quebrou o dedo, com o público respondendo com coros de “oooohhh”, ele continua: “verdade. Não posso tocar a guitarra. Merda!”, ganhando a plateia de vez. Então apontou para o violonista Dean Parks, apresentando-o para os presentes como “o mestre da guitarra”, complementando que “ele será eu essa noite”.

            Em seguida, anunciou que a próxima seria uma canção de Buddy Holly, mandando “Everyday”, onde os backing vocals interagem com o público pedindo palmas, o que ocorreria diversas vezes durante a apresentação. Sem grande pausa, “Walking Man”, numa linha bem soft, e “Today Today Today”, única do trabalho mais recente de James, “Before This World”, lançado em 2015. E que música, um dos pontos altos da noite, excelente versão ao vivo, um baita country, tendo a bateria de Steve Gadd, aliado ao baixo de Jimmy Johnson, e percussão de Luis Conte, dando todo o clima, com um belo violino tocado pela backing vocal Andrea Zonn.

            O baile seguiu com “Country Road”, também com violino e acordeon. Nessa, os outros dois backing vocals deixam o palco, o que aconteceria com alguma frequência durante o concerto, alguns dos músicos se retirarem. Até então, o palco, que possuía dois telões em cada lado, e um maior no centro, ao fundo da banda, só havia exibido imagens da banda (até foi engraçado, pois quando entraram no início, o telão do centro exibiu a área de trabalho do Windows 7, mas alguns segundos depois tudo estava devidamente acertado). Porém, em “Country Road”, exibiram estrategicamente imagens de estradas em meio a paisagens bucólicas. No final dela, James daria um “saltinho”.

            Num clima de love song, veio “Don’t Let Me Be Lonely”, que contou com solo de saxofone, feito por Lou Marini (a cara do Einstein). Ao final dela, James pediu aplausos para Lou, falando algo de como ele é um músico incrível, e que já tocou nos Blues Brothers. A propósito, Lou tocou também com outras “figuraças”, como Frank Zappa, Blood, Sweat & Tears, e muitos outros. Muito bacana ver todo esse respeito, e mesmo reverência, com a qual James teve ao apresentar cada um dos membros de sua banda ao longo da noite, não poupando elogios.

            James interagiu bastante com o público nos intervalos das músicas, agradecendo, ou contando alguma história, como o que fez em seguida, antes de “Only a Dream in Rio”, contando que é uma música feita em 1985, época que participou da emblemática primeira edição do Rock in Rio. Contou que em uma noite quando estava por lá, foi convidado para conhecer o Circo Voador, nas palavras dele, uma incrível casa noturna, numa noite onde viu tocando por lá Caetano Veloso, Gilberto Gil, Ivan Lins, e que a música é sobre isso, ouvi-los cantar. Sensacional conferir esse som ao vivo, que teve uma linda flauta comandada por Lou Marini, belos trabalhos dos backing vocals, sobretudo de Arnold McCuller, ainda mais no trecho em português da canção. O que dizer deles cantando, com aquele sotaque, “Quando nossa mãe acordar, todos os filhos saberão, e regozijarão”? Quem viu, viu.

            James falou que a próxima seria uma composição de 1968, fala algo sobre a Apple Records, gravadora dele nesse período, anunciando “Carolina in My Mind”, criando uma vibe mais intimista, apesar da maior reação da plateia até então. O telão central exibiu uma enorme paisagem com uma floresta (seria na Carolina do Norte?). Um ponto importante de ressaltar é como esse show parece projetado para lugares mais intimistas, daqueles em que público e artista ficam completamente próximos, e que mesmo assim, funcionou muito bem num local do tamanho da Pedreira, apesar de possivelmente parte da experiência ter sido reduzida por esse fator, especialmente para quem ficou em locais mais distantes.

            A noite seguiu com alguns outros sons, merecendo destaque a dobradinha de composições de Carole King, claro, devidamente apresentadas por James, “Up on the Roof”, com algumas viradas bem legais na bateria de Steve Gadd, e o grande hit “You’ve Got a Friend”, bastando os primeiros acordes para enorme reação da plateia (a maior da apresentação), provavelmente levando alguns “senhores e senhoras” as lágrimas. Ganhando de vez a galera, James colocou Curitiba no meio da letra. Combinando com o clima fofinho, o telão do centro exibia imagens de pessoas abraçadas, de mãos dadas, dessas para comerciais de margarina e afins.

            Se aproximando do final, “Shower the People”, com um trabalho de percussão potente por Luis Conte, e um violão bem bacana de Dean Parks, apesar do momento memorável mesmo ser no trecho final da composição, onde Arnold McCuller “soltou o gogó” de vez, mostrando toda a potência e beleza de sua voz, imediatamente ovacionado pelos presentes, o que faz pensar que se cantasse assim em mais músicas teria o risco de “roubar o show”.

            Ainda veio “Fire and Rain”, com aquela sonoridade bem característica pela qual James Taylor ficou conhecido, e o que, pessoalmente, foi o “grande momento” do show desse senhor, “Steamroller”, numa versão fantástica. Um blues de alto nível, difícil destacar algo específico dessa “alquimia sonora”, que contou com momentos para quase todos os músicos solarem, teclado, instrumentos de sopro, baixo, bateria, e guitarra por Michael Landau, que enquanto solava, James fez a duck walk, aquele “passo de dança” imortalizado por Chuck Berry. No final, pegou uma harmônica, realizando um pequeno solo “blueseiro” (para não dizer que ele não tocou nenhum instrumento). A propósito, Landau é outra figura, que possui no currículo passagens com gente como Joni Mitchell, Michael Jackson e Miles Davis. É mole?

            Teriam fôlego para seguir com “Mexico”, numa versão bem incrementada (convenhamos, com doze pessoas no palco não é exatamente algo difícil de imaginar), fazendo mais que valer a noite. No telão, imagens relacionadas ao México. No maior clima “good vibrations”, encerraram com “Your Smiling Face”.

            Após serem ovacionados (teve quem gritou “lindo” de forma histérica para o James, que respondeu com um obrigado na maior simpatia), e com uma pequena retirada, coisa de menos de um minuto, retornaram para mais duas, com o time completo, “How Sweet It Is (To Be Loved by You)”, combinando muito com o fim de show, com os backing vocals andando de um lado para o outro no palco, além do belo saxofone de Lou Marini, inclusive, em certo momento, James tirou a boina que usava e a abanou em cima do saxofone. Ainda rolou “Shed a Little Light”, que destoou um pouco do clima de final de festa que predominava.

            Restava aguardar a chegada de Elton John e trupe, após pouco mais de 1h 35m em grande nível com James Taylor, que além de excelente performance, demonstrou enorme carisma no palco. Vale parabenizar a equipe técnica, pois a qualidade de som, ao menos na pista premium, estava perfeita. Cada detalhe dessas “montoeiras” de instrumentos e vozes bem audíveis. Não é sempre que se têm espetáculos com esse nível técnico.

            Rapidamente o palco é tomado por uma penca de roadies, que em menos de meia hora deixam tudo tinindo, para que às 21h 56m, os músicos da espetacular banda de Elton John surgissem no palco (em comparação com a banda de James Taylor, menor em número, “somente” cinco integrantes, mas que fique claro, apenas menor em número). Começaram com “The Bitch Is Back”, e finalmente, após alguns segundos, Elton John “dá as caras”, sendo, obviamente, devidamente aplaudido. Impressionante como em uma música já ficou perceptível toda a energia e grandeza do espetáculo, tanto em termos mais técnicos (qualidade de som impecável, como na apresentação anterior, iluminação, animações no telão), quanto pelo “poder” dos músicos (baixo e bateria “moendo”, teclado e guitarra muito bem inseridas, percussão criando um molho a mais, e claro, o piano do Sir “ditando” o rumo da coisa toda).

 

            Ainda em “The Bitch Is Back”, Elton saiu do piano por um instante, indo mais a frente acenar para a plateia. Merece menção o bom solo de guitarra feito por Davey Johnstone, o primeiro de muitos ao longo da noite. Aliás, Davey toca com Elton John desde 1971. Durante o refrão, a palavra “bitch” foi exibida, criando um ambiente imersivo, nessa que é uma ótima faixa para início de show, essencialmente um rock n’ roll.

            Mantendo o nível, “Bennie and the Jets”, numa versão maior que a gravação original, com o grupo “mandando a ver” em diversas passagens instrumentais, tendo como destaque o desempenho de Elton, que nos trechos pré-refrão, desacelerou o ritmo da canção, levantando e apontando para o público. E como já era esperado, não houve o trecho com o vocal mais agudo, visto que Elton não o faz há vários anos, porém, o som foi adaptado de tal forma, que não fez falta.

            Antes de prosseguirem com “I Guess That’s Why They Call It the Blues”, Elton se comunicou com a galera falando “good evening, this is the first time in Curibita”, cometendo uma pequena gafe, talvez ficando surpreso pelo modo como o público gritou ao o ouvir falar o nome da cidade. Iluminação e animação no telão totalmente em cores azuladas, em sintonia com a melancolia do que era executado.

            Seguiram com “Daniel”, onde Davey utilizou um violão, tocado de forma “adocicada”, por assim dizer, tendo a percussão de John Mahon se sobressaindo, numa boa demonstração do que se pode considerar música pop de qualidade. Mantendo a vibe, “Someone Saved My Life Tonight”, pessoalmente um dos pontos altos da noite, que iniciou basicamente com Elton ao piano, aos poucos ganhando maior corpo com a entrada dos demais, incluindo backing vocals por todos os integrantes, menos o tecladista Kim Bullard, culminando num lindíssimo solo de Davey, cheio de feeling, complementando o piano de Elton.

            Num clima festivo, mandaram “Philadelphia Freedom”, acompanhados pela exibição de uma animação no telão, que mostrou a bandeira dos Estados Unidos. Muito legal ouvir a musicalidade formada pelo piano de Elton, teclados do Kim Bullard, além de, chovendo no molhado, o grandioso trabalho da cozinha, composta por Matt Bissonette no baixo, e Nigel Olsson na bateria. Nigel acompanha Elton há praticamente meio século, ficando apenas uns poucos anos longe do posto durante todo esse período. A propósito, ele toca usando luvas.

 

            Para o próximo número, Elton ficou sozinho no palco, executando um belíssimo solo no piano, onde foi possível acompanhar toda a agilidade dele “brincando” no instrumento, por pouco mais de cinco minutos. Uma câmera estava estrategicamente posicionada nas mãos de Elton, possibilitando que todos acompanhassem nos telões a forma como o piano era esmiuçado. Sem pausa, a banda retornou para a execução de “Rocket Man (I Think It’s Going to Be a Long, Long Time)”, iniciando uma sequência absurda, no bom sentido, de grandes e emocionantes composições.

            Vale ressaltar, que ao vivo, “Rocket Man” soou ainda mais progressiva, muito devido aos teclados de Kim Bullard, e a boa percussão de John Mahon, que somada a animação de estrelas e planetas no telão do centro, deixou a Pedreira num clima total de “space rock viajado”, sobretudo no embasbacante trecho final. Após a “viagem”, Elton levantaria, andando de um lado ao outro do palco, acenando para o público.

            Prosseguiram com uma dobradinha do maravilhoso “Madman Across the Water”, de 1971, “Tiny Dancer”, onde Davey usou uma guitarra com dois braços, tocando com slide em um dos braços, e “Levon”, outra que ficou bem extensa ao vivo, virando uma jam cheia de classe, com mais de dez minutos de duração, onde Elton não se poupou, mostrando seu poder no piano.

            Em seguida, outro momento especial, “Goodbye Yellow Brick Road”, com maior “punch”, se comparada a gravação original, e ótimos trabalhos de backing vocals, seguida de “Your Song”, que não seria exagero dizer que é a canção assinatura de Elton, que obviamente, ficou muito boa ao vivo, com o começo mais discreto, composto apenas por piano e voz, desembocando na banda entrando cheia de feeling, fortalecendo aquele trecho “fofinho” da letra (“How wonderful life is while you’re in the world”).

            Após essa sequência de clássicos, uma um tanto mais “lado b”, apesar de presente nos concertos do Elton com certa regularidade, “Burn Down the Mission”, também seguindo aquela linha de jam, focando nas passagens instrumentais, coisa que não se vê por aí em shows grandes com muita frequência.

            Continuaram com a oitentista “Sad Songs (Say So Much)”, executada numa pegada mais rock, bem interessante, que contrastando com o título, ficou consideravelmente animada, e “Skyline Pigeon”, canção que Elton costuma apresentar apenas no Brasil, já que se tornou um hit apenas por esses lados. Como não poderia deixar de ser, causou enorme reação na plateia, devidamente mostrado nos telões laterais, que exibiram algumas pessoas nas primeiras filas cantando. Iluminação toda em tons de azul deu aquele toque a mais para o som.

 

            Após Elton apresentar os integrantes de sua banda, mandaram “Don’t Let the Sun Go Down on Me”, que contou com uma discreta homenagem a George Michael, falecido recentemente, em dezembro de 2016, sendo exibida uma foto dele no telão por alguns segundos, mas sem aparecer seu nome, ou mesmo ganhar alguma menção de Elton posteriormente. “Don’t Let the Sun Go Down on Me” foi regravada por George nos anos 90, em versão que inclusive teve participação do próprio Elton.

            Entrando na “reta final”, “Looking Up”, única representante do trabalho mais recente, “Wonderful Crazy Night” (que também é o nome da atual turnê), tocada sem nenhuma menção ao disco, e que acabou passando meio despercebida. O telão do centro exibiu a animação do clipe da música. Composição muito bacana, naquela pegada mais rock n’ roll do começo de carreira dele.

            Encerrando a primeira parte, uma trinca do que pode-se chamar de “piano rock”: “I’m Still Standing”, “Your Sister Can’t Twist (But She Can Rock ‘n Roll)” e “Saturday Night’s Alright for Fighting”, essa com excelente guitarra. A Pedreira ficou numa vibe de grande celebração, sobretudo em “Saturday Night’s Alright for Fighting”, onde Davey andou de um lado o outro do palco enquanto tocava, assim como John Mahon, que saiu da percussão e ficou fazendo caretas, interagindo com o público, no fim atirando duas baquetas para a galera.

            Após uma pequena retirada, cerca de um minuto, Elton retornou, acenando bastante para a plateia, até que se dirige para seu lugar, para “Candle in the Wind”, cuja maior parte foi apenas com ele ao piano, com a banda voltando somente no trecho final. Cantada como na versão original, em homenagem a Marilyn Monroe, cujo nome real era Norma Jeane, conforme citado na letra. O telão exibiu uma animação com três velas brancas. Antes de “Candle in the Wind”, Elton cantou o refrão de “Nikita”, o que deve ter deixado algumas senhoras decepcionadas, por não executar a canção na íntegra.

            Terminando o espetáculo, “Crocodile Rock”, novamente num clima de grande festa, que contou com enorme participação dos presentes, cantando nos “na na na na”. Assim, se retiram de vez, após duas horas e cinco minutos de muita energia. Ao som de “Song for Guy” no ambiente, os telões mostraram uma espécie de créditos finais do show, com nome e função dos músicos e equipe técnica.

No fim das contas, acabou que o grande ponto da noite foi ver, que mesmo aos 70 anos, Elton John continua um exímio frontman, conseguindo cativar e prender a atenção da audiência, mesmo tocando um instrumento que, em tese, seria limitante na questão de performance do músico.

 

Poderia ser dito que faltou uns “clássicos”, algo completamente compreensível com quem tem um repertório tão extenso. Muitos sentiram falta da própria “Nikita”, da “baba” “Sacrifice”, e outras do período dos anos 80, ou mesmo de sons incríveis como “Funeral for a Friend/Love Lies Bleeding”, e “Have Mercy on the Criminal”, duas que chegaram a ser tocadas nessa turnê, mas que ficaram de fora dos shows pelo Brasil. Enfim, uma noite que deverá ficar na memória dos que compareceram, dois belíssimos shows, em todos os aspectos. Que venham mais artistas desse nível para esses lados.

 

SETLISTS

 

JAMES TAYLOR

- Wandering

- Everyday

- Walking Man

- Today Today Today

- Country Road

- Don’t Let Me Be Lonely

- Only a Dream in Rio

- Carolina in My Mind

- (I’ve Got to) Stop Thinkin’ ’bout That

- Jolly (intro)

- Sweet Baby James

- Up on the Roof

- You’ve Got a Friend

- Shower the People

- Fire and Rain

- Steamroller

- Mexico

- Your Smiling Face

- How Sweet It Is (To Be Loved by You)

- Shed a Little Light

 

ELTON JOHN

- The Bitch Is Back

- Bennie and the Jets

- I Guess That’s Why They Call It the Blues

- Daniel

- Someone Saved My Life Tonight

- Philadelphia Freedom

- Rocket Man (I Think It’s Going to Be a Long, Long Time)

- Tiny Dancer

- Levon

- Goodbye Yellow Brick Road

- Your Song

- Burn Down the Mission

- Sad Songs (Say So Much)

- Skyline Pigeon

- Don’t Let the Sun Go Down on Me

- Looking Up

- I’m Still Standing

- Your Sister Can’t Twist (But She Can Rock ‘n Roll)

- Saturday Night’s Alright for Fighting

- Candle in the Wind

- Crocodile Rock

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